Atividade 1 –
Carla Costa
As TIC
(Tecnologias de Informação e Comunicação) dizem respeito a todo o conjunto de
recursos tecnológicos usados para diversos fins, como por exemplo computadores;
televisão; entre outros.
Em
contexto sala de aula, as TIC podem ser utilizadas de diversas maneiras, e em
relação à Língua Portuguesa, por exemplo, existem imensas potencialidades
pedagógicas para a sua aprendizagem.
Existem
imensos jogos e programas que estimulam as competências da comunicação verbal,
os alunos acabam por criar hábitos de leitura; conseguem aprimorar a sua
escrita ao utilizar técnicas de auto e hétero correção; podem aprender aspectos
fundamentais da estrutura e do funcionamento da língua; entre tantas outras
aprendizagens, nomeadamente, a literacia.
A
literacia pode ser trabalhada desde muito cedo através de diversas atividades
que estimulem os alunos de maneira a que estes consigam um forte conhecimento
da língua e adquiram ferramentas essenciais de aprendizagens para o resto da
vida.
Segundo
Fernanda Botelho “ (…) só alargando as competências de acesso, análise e
comunicação a uma ampla variedade de mensagens, de forma a incluir não só as
verbais, mas as imagens, o som, os próprios media e as mensagens suportadas
pelas tecnologias de informação e comunicação, a literacia será uma competência
totalmente conseguida numa sociedade de informação em rápida e permanente
transformação, exigindo, por isso, multiliteracias para uma efectiva construção
do conhecimento.” (Botelho, 2005)
Com a
imensa informação disponível online o
aluno pode facilmente selecionar o que quer pesquisar, o que quer reter e como
irá utilizar essa informação, o aluno torna-se assim proprietário da sua
aprendizagem, utilizando o modelo construtivista em que o aluno aprende-fazendo.
Tendo isto em conta, como poderá esta metodologia ser usada em sala de aula?
Em
1973, Jean Piaget lançou a famosa frase “Compreender é inventar”, apelando mais
uma vez à visão construtivista. Dito isto, o professor deve dar espaço para a criatividade
dos alunos, deixar que estes “inventem”, em vez de apenas transmitir
conhecimentos.
No que
toca à utilização das TIC em sala de aula, devemos começar por nos focar no
verdadeiro objetivo da educação: desenvolver o ser humano no maior número de aspetos
da sua personalidade, nomeadamente a nível físico, intelectual e moral, tendo
como principal meta, a sua integração na sociedade e consequentemente torná-la
melhor.
“O
direito à educação (...) não é apenas o direito de frequentar escolas: é
também, na medida em que vise a educação ao pleno desenvolvimento da
personalidade, o direito de encontrar nessas escolas tudo aquilo que seja
necessário à construção de um raciocínio pronto e de uma consciência moral
desperta.” (Piaget, 1973)
Tendo em conta que a escola consegue abranger
todos esses aspetos e como tal tem de estar atualizada e é sem dúvida inegável
que as TIC tornaram-se essenciais para o desenvolvimento de competências
linguísticas entre várias outras competências.
Segundo
António Dias Figueiredo, “ (…), a eclosão dos novos media, suportada por
poderosas indústrias culturais, e as potencialidades de interacção através da
Internet, prefiguram um cenário explosivo de oportunidades de auto-educação e
de educação à distância, não só na idade escolar mas ao longo de toda a vida,
que começam a ganhar forte expressão do outro lado do Atlântico.” (Figueiredo,
2000)
Este
tipo de inovações podem levar a más interpretações, como por exemplo pensar que
uma criança consegue formar-se utilizando as TIC, isto porque informação não é
conhecimento e nada substitui um professor. O aparecimento das TIC não diminui o
papel do professor, apenas o transforma, quanto mais informado e atualizado
estiver o professor, mais enriquecida será essa transformação.
Como em
todas as descobertas e invenções, as TIC também podem acarretar desvantagens,
tais como: numa sala de aula nem todos os alunos estão no mesmo patamar
económico, pelo que nem todos poderão ter acesso a internet em casa ou até
mesmo computador. Para além disso, o preconceito ainda existente em relação a
crianças pequenas utilizarem computadores, quer seja da parte dos pais quer
seja da parte da própria escola e a falta de formação dos professores poderá
levar a que estes não utilizem estes métodos em aula e acabam por não estimular
as crianças a fazê-lo.
Em
jeito de conclusão, acho que de uma maneira ou outra as desvantagens e
barreiras existentes podem ser contornadas e sem dúvida alguma as vantagens
compensam as desvantagens, embora estas últimas estejam constantemente a ser
realçadas, a verdade, é que o futuro passa pelas TIC e as escolas têm de estar
atualizadas na sociedade em que vivemos.
Referência
Bibliográficas
·
Botelho, F. (2005, julho 14). Globalização e Cidadania:
reflexões soltas. Educação .
·
Fidalgo, P. (2009, março 18). O ensino e as Tecnologias da
Informação e Comunicação. Educação .
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Figueiredo, A. D. (2000, outubro 18 e 19). Novos media e
velha aprendizagem. Novo Conhecimento/ Nova Aprendizagem .
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